Apresentação da Pastoral da Aids na 29ª Assembléia de Pastoral da Diocese de Campina Grande


A agente de pastoral Socorro Nobrega (colegiada nordeste 2) apresenta a Pastoral da Aids a toda diocese de Campina Grande na 29ª assembléia de pastoral, realizada neste mês de novembro. Na oportunidade falou aos coordenadores de pastorais diversas, padres e bispo, apresentando a linha de ação da pastoral e a necessidade de uma pastoral de conjunto para um enfrentamento eficaz da pandemia.

CCJ aprova proposta que prevê prisão para quem discriminar portador de HIV

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara aprovou nesta terça-feira (17/11) proposta que define como crime a discriminação dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e doentes de Aids.

A proposta prevê reclusão de um a quatro anos e multa para quem praticar a discriminação, impedindo que portadores do vírus sejam proibidos de exercer qualquer atividade social, física ou profissional.
Poderá ser punida e presa a pessoa que impedir, recusar ou cancelar a inscrição de uma criança portadora do vírus em uma creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. Será também crime negar emprego, segregar no ambiente de trabalho, divulgar a condição de um portador e exonerar ou demiti-lo de seu cargo. Caberá também prisão a quem recusar ou retardar o atendimento de saúde para um infectado.

De acordo com o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), relator na comissão, a medida ainda não existe no Brasil e é fundamental. ?A discriminação ameaça o direito de esses cidadãos viverem dignamente, fazendo com que, muitas vezes, eles tornem-se vítimas de danos psicológicos irreversíveis? , declarou.
O parlamentar disse que também incluiu essa punição na Lei 7.716/89, que, atualmente, já pune a discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional e doenças de qualquer natureza.
O texto aprovado foi o substitutivo do relator aos projetos de Lei 6124/05, do Senado, 2276/07, da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), e 5448/01, do ex-deputado Nelson Pelegrino (PT-BA).
O projeto segue agora para a votação no plenário e, se aprovado, irá para sanção ou veto presidencial.
*Com informações da assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados.

Patoral da AIDS se faz presente na 44ª Assembléia Pastoral Regional CNBB- NE 2


Foi nos dias 27 -30 de outubro de 2009, Lagoa Seca, PB.
"A Tríplice Missão da Igreja: A Palavra".
A Palavra formando discípulos (as), missionárias (os).
A Assembléia foi muito boa e proveitosa, com mais ou menos 130 participantes, entre Arcebispos, Bispos, Monsenhores s, Padres, Freiras, Frades, Leigos (as). Observou-se boa participação de todos (as).
As celebrações Eucarísticas, simplesmente maravilhosas, sempre no horário da manhã, iniciando os trabalhos. Orações médias e vésperas, muito bem cantadas.
Os trabalhos em grupo foram realizados a partir das comissões. A nossa comissão é para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, da qual também participei. Na ocasião, apresentei a Pastoral da AIDS ao grupo, citando as suas linhas de ação.
Durante a plenária, houve a possibilidade de apresentar e divulgar a Pastoral da AIDS e senbilizar os bispos para a aceitação desta pastoral em suas Arquidioceses ou Dioeceses. Também consegui divulgar o encontro que vai acontecer no mês de dezembro do ano em curso na cidade de Macéio, AL. Observei que a visibilidade e aceitação por parte de muitos bispos, foi muito boa.
Valeu a pena a nossa participação no encontro, considerando que conseguimos dar mais visibilidade a nossa Pastoral.
A noite cultural foi animada, participada, descontraída, com a participação de todos do encontro.
A 45ª Assembléia Pastoral Regiional CNBB NE2 será na cidade de Jaboatão dos Guararapes, PE (Colônia dos Padres Salesianos), nos dias 09 a 12 de setembro de 2010.

(Relatório enviado por Ana Virginia da coordenação da Pastoral da Aids em Recife-Pe.)

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nordeste2@pastoralaids.org

Aids é a principal causa mundial de morte de mulheres em idade fértil

Em um relatório inédito sobre a saúde de mulheres e meninas no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que doenças relacionadas à aids são a principal causa de morte e agravos entre mulheres em idade fértil em países de baixa e média renda, especialmente na África. Também globalmente, as relações sexuais desprotegidas são o principal fator de risco relacionado à a morte de mulheres em idade fértil. Esses dados sustentam o argumento do relatório Women and Health: Today’s Evidence, Tomorrow’s Agenda (Mulheres e Saúde: a evidência de hoje, a agenda de amanhã) de que a saúde feminina vem sendo negligenciada em uma multiplicidade de áreas, devendo agora ser considerada uma prioridade urgente.

O relatório afirma que as mulheres e meninas são especialmente vulneráveis à infecção pelo HIV devido a uma variedade de fatores biológicos e sociais. Estes incluem o baixo status socioeconômico, o que pode limitar as escolhas e levar a comportamentos de alto risco, bem como normas e leis que subjugam as mulheres e as impedem de buscar e obter as informações de que precisam para garantir sua segurança. Por exemplo, no mundo todo apenas 38% das mulheres jovens sabem descrever os principais meios de evitar a infecção pelo HIV; além disso, há menor probabilidade entre mulheres jovens do que entre homens jovens de saber que o preservativo pode mproteger contra o vírus. Os dados de 16 países da África Subsaariana, para o período de 2001 a 2007, também mostram que a prevalência do HIV, geralmente, é maior entre meninas adolescentes na faixa de 15 a 19 anos do que entre meninos na mesma faixa etária. Uma causa significativa desse fenômeno é o fato de meninas terem como parceiros homens mais velhos e mais experimentados sexualmente, com maior probabilidade de estar infectados.
Violência contra mulheres
A violência também é uma das principais causas da maior vulnerabilidade feminina em relação ao HIV, podendo dificultar ou impossibilitar que as mulheres tenham controle sobre a própria vida sexual, abstenham-se das relações sexuais ou convençam seus parceiros a usar preservativos. A violência, ou a ameaça de violência, também pode fazer com que as mulheres evitem procurar serviços de prevenção, tratamento, atenção e apoio em HIV.
Para o UNAIDS, esta é uma das principais áreas de preocupação. Nesse sentido, o fim da violência contra mulheres e meninas foi incluído como uma das nove áreas prioritárias de sua Matriz de Resultados 2009-11. Segundo Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, “‘sabemos que há uma forte ligação entre violência contra as mulheres e o HIV. Precisamos ajudar os jovens a desenvolver as habilidades necessárias para obter o consentimento mútuo nas relações sexuais e no casamento. Isso é essencial para prevenir o HIV e para alcançar maior igualdade de gênero em todos os aspectos da vida”.
Desigualdades de gênero
O relatório Mulheres e Saúde tem um escopo extremamente amplo e aborda diversas questões relativas à saúde da mulher. Nele se demonstra que os fatores que aumentam a vulnerabilidade das mulheres à aids também afetam profundamente a saúde em geral e o bem-estar das mulheres e meninas. Conforme se argumenta no relatório, as desigualdades na distribuição de recursos como educação, renda, atenção à saúde e nutrição, bem como na expressão política, têm uma associação muito forte com condições precárias de saúde e bem-estar.
“Apesar dos avanços consideráveis nas duas últimas décadas, as sociedades ainda negligenciam as mulheres em momentos críticos de suas vidas”, diz a Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da OMS, no prefácio do relatório Mulheres e Saúde. “Essa negligência é mais aguda em países pobres, e entre as mulheres mais pobres de todos os países. Nem todas as mulheres foram beneficiadas de maneira igual pelos avanços recentes, e um grande número de meninas e mulheres ainda não consegue alcançar seu real potencial devido a persistentes desigualdades de saúde, sociais e de gênero, bem como a deficiências nos sistemas de saúde”.

Principais fases da vida relevantes para a saúde: o início da infância, a adolescência, a idade adulta e a terceira idade
O relatório examina a vida de mulheres e meninas nas principais fases relevantes para a saúde: o início da infância, a adolescência, a idade adulta e a terceira idade, e mostra que as mulheres enfrentam “iniquidades difundidas e persistentes” em cada uma dessas fases. O relatório não somente destaca as necessidades de saúde das mulheres – e como estas não estão sendo atendidas atualmente em termos do HIV e de outras áreas – mas também a valiosa contribuição que elas oferecem ao setor de saúde e à sociedade em geral.

Com base nas evidências de hoje, e compartilhando o que se sabe atualmente sobre a saúde das mulheres de todas as regiões e em todas as etapas de suas vidas, o relatório procura estabelecer uma agenda para o amanhã. Um dos elementos principais dessa agenda é a promoção de reformas para permitir que as mulheres não sejam vistas apenas em termos de sua capacidade sexual e reprodutiva, e sim que se tornem agentes ativas na área da saúde, desempenhando um papel central no desenho, na gestão e na prestação de serviços de saúde.
O relatório Mulheres e Saúde chama a atenção para quatro áreas em que ações sustentadas por políticas poderiam fazer uma diferença real para a saúde das mulheres: construir uma liderança forte e uma resposta institucional coerente, com base em uma agenda clara; garantir que os sistemas de saúde funcionem para as mulheres; promover mudanças em políticas públicas de modo a incentivar mudanças sociais fundamentais (por exemplo, por meio de ações direcionadas para ajudar as meninas a se matricularem nas escolas); e, por último, construir uma base de conhecimentos e monitorar o progresso obtido.

A OMS espera que a revisão dos dados disponíveis e a definição de um irrefutável caminho a seguir permitam a melhoria tanto da saúde das mulheres e meninas quanto da sociedade como um todo. Nas palavras do relatório, “melhorar a saúde das mulheres é melhorar o mundo.”

Fonte: Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids)

VIAJANTES COM HIV LIBERADOS NOS EUA

O Globo, o Estado de S. Paulo e o Jornal do Brasil destacam a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de anular a proibição, vigente há mais de 20 anos, que impede a entrada no país de portadores do HIV, vírus causador da aids. A ordem deve ser oficializada na segunda-feira e entra em vigor no início de 2010, após um processo de implementação de 60 dias. "Há 22 anos, por uma decisão baseada mais no medo que nos fatos, os Estados Unidos instauraram uma proibição de entrada no território aos portadores do vírus da AIDS. Falamos em fazer desaparecer o estigma que representa essa doença, mas isso não nos impediu de tratar como uma ameaça aqueles que viviam com ele e nos visitavam", declarou Obama. Os Estados Unidos são um dos poucos países que impedem a entrada de viajantes infectados com o HIV, lembrou o presidente. "Se queremos ser um líder mundial no combate à AIDS, devemos nos comportar como tal", continuou, em discurso na Casa Branca.

ARCEBISPO DE MACÉIO ABRAÇA A PASTORAL DA AIDS

Neste dia 05 de novembro de 2009, na reunião do clero da arquidiocese de Maceió, D. Antonio Muniz, ord. do Carmo, Arcebispo Metropolitano de Maceió, fala da necessidade de acolher a Pastoral da Aids, de forma que ela esteja em toda arquidiocese. Enfatizando o dia 1º de dezembro como dia mundial da luta contra a Aids e o papel da igreja.
Nesta oportunidade, estava presente o agente da pastoral Lindolfo Cabral (coordenação colegiada nordeste 2) que aproveitou a mesma para distribuição do material de divulgação do dia 1º de dezembro para as paroquias da diocese.
Os padres se mostraram acolhedores quanto ao material distribuido e o pedido de D. Antonio Muniz de que missas fossem celebradas nesta intenção em toda a arquidiocese no referido dia.
Uma missa ainda será celebrada de forma especial com a participação do departamento estadual de DST/ AIDS, incentivando o diagnóstico precoce e o acolhimento solidário aos que vivem com HIV/AIDS. Esta missa estará incluida na programação do Departamento estadual para o dia 1º de dezembro.