Carta de PORTO ALEGRE 2018



Nós, agentes da Pastoral da Aids, vindos de 20 estados do Brasil, participantes do VIII Seminário Nacional de Incidência Política, realizado de 03 a 05 de agosto de 2018, em Porto Alegre/RS, preocupados com os rumos que está tomando nosso país, debruçamo-nos, com ajuda de pesquisadores, intelectuais e militantes, sobre o atual momento pelo qual passa nossa sociedade e queremos compartilhar com nossos irmãos e irmãs de fé, com os membros de outras comunidades religiosas, com os participantes dos movimentos sociais e com todos os que defendem uma sociedade justa, igualitária e inclusiva, nossas preocupações e compromissos, conscientes de que o tempo presente é tempo de resistência. 

Clique aqui e leia a CARTA DE PORTO ALEGRE 2018.

Igreja Católica promove VIII Seminário Nacional de Incidência Política


Interessada em discutir seu papel e contribuição política no atual momento histórico que o Brasil atravessa, a Casa Fonte Colombo, Instituição mantida pelos Freis Capuchinhos, em parceira com a Pastoral da Aids, CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com apoio do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, realizará o VIII Seminário Nacional de Incidência Política, de 03 a 05 de agosto de 2018, em Porto Alegre (RS). 
A cerimônia de abertura ocorrerá sexta-feira, dia 03, às 14h, no Salão de Atos da Casa de Oração São João da Cruz – Freis Carmelitas - Rua Professor Oscar Pereira, 5119. São esperados 100 agentes da Pastoral da Aids e integrantes de Pastorais, profissionais de saúde e gestores de diversos municípios que representarão 20 Estados do Brasil. Com o objetivo de qualificar lideranças que participam nas instâncias de controle social, de forma especial, os membros que participam nos Conselhos de Saúde ou coordenam ações pastorais nas Dioceses do Brasil, pelo oitavo ano consecutivo, a Casa Fonte Colombo, promove, em parceria com a Pastoral da Aids, o Seminário Nacional de Incidência Política. 
Este ano o Seminário traz o tema: “Que País é esse?”, uma tentativa de compreender o momento atual do Brasil e os possíveis rumos que se desenham com o atual cenário político.  O evento conta com a assessoria de palestrantes renomados, como Cesar Goes, sociólogo e professor na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Marcelo Kunrath Silva, sociólogo, pós-doutor pela Brown University (EUA) e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Doutor Ivo Brito, colaborador da Área de Ações Estratégicas do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde; e o exGovernador do Estado do Rio Grande do Sul e ex-Ministro das Cidades, senhor Olívio de Oliveira Dutra. Pretende-se abrir um canal de diálogo e entendimento com a finalidade de decidir estratégias para a atuação pastoral e defender os interesses e direitos das populações mais pobres e vulneráveis, em especial os portadores de HIV e as conquistas do enfrentamento da Aids no Brasil.  
Como resultado do VIII Seminário será elaborado um documento/recomendação, com a participação dos representantes dos 17 regionais da CNBB, que levarão para divulgar em seus municípios e em todas as instâncias da Igreja Católica.  
Contatos para entrevista:  Frei Luiz Carlos Lunardi (51-992719143) - Coordenador da Pastoral da Aids - Regional Sul 3 da CNBB Frei José Bernardi (51-991565248) - Casa Fonte Colombo. 

PASTORAL DA AIDS REALIZA O XV SEMINÁRIO DE PREVENÇÃO AO HIV

O 15º Seminário Nacional de Prevenção ao HIV será realizado de 20 a 22 de outubro de 2017, no CEFEC-Centro de Formação e Espiritualidade Cabriniana - Rua Conde de Bonfim, 1305 - Tijuca – Rio de Janeiro/RJ com o tema “Promover a prevenção, garantindo o cuidado”. Esta edição do seminário é promovida pela Pastoral da Aids com o objetivo de analisar a atual conjuntura do enfrentamento da Aids no Brasil observando a promoção da prevenção combinada rumo a meta 90-90-90, garantia do tratamento humanizado pelo SUS e o cuidado integral da pessoa humana. 
Vivemos um cenário mundial dinâmico em que, 19,5 milhões dos 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV tiveram acesso ao tratamento e mortes relacionadas à AIDS caíram de 1,9 milhão em 2005 para 1 milhão até o final de 2016. Segundo o relatório, “Acabando com a AIDS: progresso rumo às metas 90–90–90”, disponibilizado pelo Programa das Nações Unidas sobre HIV – UNAIDS, em 2016, mais de dois terços (84%) das pessoas vivendo com HIV conhecem seu estado sorológico positivo. Das pessoas diagnosticadas HIV positivas, 79% estão vinculadas aos serviços, e das pessoas em tratamento, 91% tem carga viral indetectável devido a adesão ao tratamento. Globalmente, o progresso tem sido significativo, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Cerca de 26% das pessoas vivendo com HIV ainda não conhecem o seu estado sorológico positivo, aproximadamente 17,1 milhões de pessoas vivendo com HIV não têm acesso à terapia antirretroviral e mais de metade de todas as pessoas que vivem com HIV não tem carga viral indetectável.
Segundo o site da Agência Brasil, o Ministério da Saúde estima que 830 mil pessoas vivem com HIV/aids no Brasil até 2016. Dessas, cerca de 136 mil não sabem que estão infectados. E do total dessas pessoas soropositivas, 372 mil ainda não estão em tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas.
O Papa Francisco chama a atenção para o cuidado de nossa casa comum e a necessidade de uma conversão integral. “As atitudes que dificultam encontrar caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão desde a negação do problema à indiferença, da resignação acomodada à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de uma nova solidariedade universal”. Deste modo o sumo Pontífice nos aponta caminhos para vencer os desafios que ameaçam a vida e nos fortalece na garantia do cuidado.


Pe. Mauro Sergio Marçal                                                                                                     Ana Carolina Barbosa de Souza              
Assessor Nacional da Pastoral da Aids                                                                                  Secretária da Pastoral da Aids


Peças Publicitárias da Campanha do Dia Mundial de luta contra a aids da CNBB























Seguem os links para realizar download das peças publicitárias da Campanha do Dia Mundial de Luta contra Aids da CNBB. 

Release Imprensa, clique aqui https://1drv.ms/b/s!AtpIO5Gp80jbhisFV9uPXTz0Jo6p

1.       Para baixar e salvar o Folheto e Cartaz da Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/f/s!AtpIO5Gp80jbhiJcrQ9y1ewsHXhR  

2.       Para baixar e salvar o VT para televisão  Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/v/s!AtpIO5Gp80jbhiD0OQyza8Mew4zk  

3.       Para baixar e salvar os Spots de Rádio  Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/f/s!AtpIO5Gp80jbhiVoYHkWh77kao1W  

4.       Para baixar e salvar os Vídeos para internet Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/f/s!AtpIO5Gp80jbhiaf-GdiUOtcwY12  

5.       Para baixar e salvar os Vídeos para whatsapp Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/f/s!AtpIO5Gp80jbhimW53kJNDJPtHdM

6.       Para baixar e salvar a Capa para facebook da Fafá de Belém, clique aqui https://1drv.ms/i/s!AtpIO5Gp80jbhhyeEnAnRoKK1cb3

7.       Para baixar e salvar os Vídeos do Bispo Presidente e dos coordenadores regionais da Pastoral da Aids, clique aqui https://1drv.ms/f/s!AtpIO5Gp80jbhircg83OIMWJlNMB   (após baixado, abra em Windows media player)


Mais informações: Frei Luiz Carlos Lunardi, assessor Nacional da Pastoral da Aids, 51-992719143 e Frei José Bernardi, Secretário Executivo, 51-991565248.

Transmissão, ao vivo, do lançamento da Campanha


Assista, ao vivo, a transmissão do lançamento da Campanha do Dia Mundial de Luta contra Aids da CNBB http://mediacenter.aids.gov.br/
A solenidade de lançamento da campanha será realizada no dia 29 de novembro de 2016, às 10h, na sede da CNBB, localizada no Setor de Embaixadas Sul, Quadra 801, Conjunto B, em Brasília-DF.

Lançamento Campanha Dia Mundial de Luta contra a aids


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB em parceria com o Departamento das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde lança campanha de incentivo ao tratamento das pessoas que se descobrem portadoras do HIV. A campanha será realizada pelos agentes da Pastoral da Aids e de outras pastorais nas dioceses do Brasil, a partir do dia Primeiro de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

A solenidade de lançamento da campanha será realizada no dia 29 de novembro de 2016, às 10h, na sede da CNBB, localizada no Setor de Embaixadas Sul, Quadra 801, Conjunto B, em Brasília-DF. Contará com a presença do Ministro da Saúde, Sr. Ricardo Barros, da Diretora do Departamento das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde, Dra. Adele Benzaken, do Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, do novo assessor da Pastoral da Aids, Pe. Mauro Marçal e da nova Secretária Executiva da Pastoral da Aids, Ana Carolina Barbosa, além de representantes das Pastorais envolvidas, e autoridades governamentais. A campanha tem como principais objetivos sensibilizar a população para buscar o diagnóstico precoce para o HIV; e acompanhar e apoiar as pessoas que se descobrem portadoras do HIV na realização do tratamento precoce, para evitar o adoecimento e ter uma melhor qualidade de vida.
Serviço Evento: Lançamento da campanha do Dia Mundial de Luta contra Aids Data: 29 de novembro de 2016 Horário: 10h Local: CNBB - Setor de Embaixadas Sul, Quadra 801, Conjunto B, em Brasília-DF Atendimento à imprensa: Frei Luiz Carlos Lunardi - Assessor Pastoral da Aids - CNBB - 51 992719143 Frei José Bernardi - Sec. Executivo Pastoral da Aids - CNBB - 51 991565248

AS VÁRIAS FACES DA AIDS EM 30 ANOS DE EPIDEMIA


Em 30 anos de epidemia, a doença que deixou de ser conhecida como o Mal do Século, não tem cara, nem endereço, afeta mulheres, adolescentes e pobres, e segue seu rumo ao interior do país, nas pequenas cidades visibilizando ainda mais os problemas de saúde pública. Hoje atinge cerca de 630 mil brasileiros soropositivos ao vírus HIV.

Esta geração que hoje tem 30 anos ou menos, ainda não perdeu os vícios e o preconceito que ainda cerca as pessoas vivendo com HIV e AIDS. A necessidade de combate ao estigma, ignorância, rejeição e à discriminação é urgente, pois já faz parte de brigas judiciais, e até de criminalização dessa população. “Isso alimenta o número de pessoas que vivem com o vírus e que ignoram sua condição, não aderindo ao tratamento dos medicamentos. O que resulta na mortalidade de mais de 12 mil por ano.”, disse o coordenador geral da ONG GTP+, Wladimir Reis.

Em menos de 15 anos, ela já havia mudado de face. No início da epidemia, na década de 80, se calculava uma mulher com Aids para cada 40 homens infectados. Hoje, essa proporção já está em um por um. Há também um grande número de adolescentes, o que preocupa de como esses jovens estão enfrentando questões que fazem parte da idade, como a sexualidade e sua conduta na escola.

O uso de drogas e da violência urbana, também é uma realidade e vem crescendo entre os jovens e adultos soropositivos ou não. O que nos revela mais uma preocupação com relação aos serviços públicos, que ainda não estão preparados para receber esta nova demanda. Para Wladimir Reis, coordenador geral do GTP+, está é uma realidade crescente vivenciada pelos serviços não governamentais que atuam com a temática. “Novas drogas que causam grande dependência física e psicológica, proporciona ainda mais vulnerabilidades a cidadãos ou cidadãs ao HIV”, disse.

Os 30 anos de Aids que já fizeram 25 milhões de vítimas em todo o mundo, também foi uma época de grandes êxitos contra o vírus. Em 1996, com o desenvolvimento dos anti-retrovirais, a doença passou a ser hoje uma enfermidade crônica. O progresso científico na luta contra a Aids, lembrando que atualmente é possível eliminar a contaminação entre mãe e filho. A produção em pesquisas de novos produtos, que é uma saída para substituir a quantidade de medicamentos que o soropositivo tem que tomar quando adere ao tratamento. Os esforços agora são direcionados para a prevenção com novos métodos: a circuncisão, que segundo pesquisas podem diminuir as chances de contágio; um gel microbicida para as mulheres e o tratamento dos doentes que diminui em mais de 90% as chances de transmissão do vírus. Também com relação aos novos métodos de prevenção, baseados na mudança de estratégias na sensibilização ao uso de preservativo e também de antiretrovirais antes e após a relação sexual de risco.

O relatório anual de casos de Aids em Pernambuco comprova que o controle da doença está longe de ser equacionado. Para se ter uma idéia, o número de casos notificados entre 1983 e este ano é de 15.484 casos, sendo 10.233 em homens e 5.251 em mulheres. Dos 185 municípios de Pernambuco, incluindo Fernando de Noronha, 173 apresentam pelo menos um caso de Aids registrado (Fonte: SINAN/PE).

A luta do Movimento Nacional de Luta Contra a Aids, que sem dúvida tem uma grande parcela nos resultados positivos do programa de AIDS do Brasil, visto pelo mundo como modelo. Atualmente busca a garantia da qualidade de vida para todos os/as soropositivos/as, pelo acesso ao tratamento ambulatorial e hospitalar, de leitos hospitalares e a garantia dos medicamentos. Hoje é necessário incentivar ações para por fim ao preconceito em escolas, hospitais, no âmbito do trabalho e da família.

A aids em número - A cada minuto acontecem 11 novos casos no mundo. Só no ano passado, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), foram registrados 5,8 milhões de novas contaminações e 2,5 milhões de mortes. A Região Sudeste tem o maior percentual de notificações de infecção por HIV, com 305 mil casos (60,4%) entre os 630 mil existentes. O Sul concentra 95 mil casos (18,9%, acima de seu percentual populacional), o Nordeste 58 mil (11,5%), o Centro-Oeste 28 mil (5,7%) e o Norte 18 mil casos (3,6%).

5 de junho - Há 30 anos, no dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descobriu em cinco jovens homossexuais uma estranha pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado. Um mês depois, foi diagnosticado um câncer de pele em 26 homossexuais americanos e se começou a falar de "câncer gay". No ano seguinte, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sida, em inglês Aids.

http://www.gtp.org.br/